É loucura, é obcessão, é desejo, é piração. Querer sempre mais, desejar além das fronteiras, ultrapassando as barreiras do juízo, comportamento, da perfeição. Sonha é ilusão de óptica, viver é presciso, conquistar é necessário. Ninguém nunca sabe o fim da história se parar o livro na metade ou apenas ler a primeira página. Sempre tenho uma ilusão, imagino uma e convivo com ela, às vezes penso que virei uma louca e que vivo em completo absurdo. Deus escreve certo por linhas tortas, e o meu conto de fadas é autoria dele.
Quero te beijar e me sentir segura em volta dos teus braços, sentir o sabor da tua língua, morder teus lábios de mel, respirar teu perfume (a frangrância e seu cheiro natural). Me disponho a ser tua, só pra contemplar um momento contigo, me arriscar na incerteza, sentir o que é viver o surreal, misturar fantasia com terror, conto de fadas com um príncipe ogro e uma princesa Barbie, misturar uma melodia de ninar com uma que desperte até os mortos. No fim, tudo se resume na palavra ''amor'', um amor verdadeiro, um amor que corrompe os costumes. Um amor que nem amor eu sabia que era...por tão simplese meigo, por tão frágil e modéstio...por tão louco e absurdo que era me apaixonar por um cara que não existe, por alguém que eu nem conheço, mas um físico que me vicia.
Era louco no começo, insanidade, fogo de palha de uma dilacerante paixão. Mas ao olhar de perto vejo um coração que bate, uma mão que dá segurança, uma língua que fala e uma boca que não só beija...um ombro que acolhe, uma voz que dá sossego. Alguém que dá preocupação, mas também se preocupa, que conheçe bem o terreno que habita.
A paixão foi embora, o fogo cessou e agora aqui habita uma amante de você e uma chama que nunca se apaga, uma que percorre meu corpo por entre as veias. Te amo mais que todo o amor do mundo e me preocupo até quando não há motivos. Te desejo quem sabe até o meu último suspirar, ninguém sabe o dia de amanhã, o ser humano convive com a incerteza, e a minha única certeza é que quero saborear cada momento ao seu lado como se fosse o último.
